Cléber Xavier aparece no BID e pode estrear pelo Santos

Novo treinador é regularizado para a partida contra o CRB, nesta quinta, pela Copa do Brasil

GloboEsporte.com / Gabriel Oliveira


O técnico Cléber Xavier já pode estrear pelo Santos. A contratação dele apareceu no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF na tarde desta quarta-feira - mesmo dia em que deu a primeira entrevista coletiva como treinador do Peixe.

Com a formalização, o ex-auxiliar de Tite está regularizado para comandar o time contra o CRB, nesta quinta-feira, às 18 horas, na Vila Belmiro, no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Ele assinou contrato até dezembro deste ano.

Anunciado na terça e apresentado nesta quarta, Cléber Xavier chega ao clube depois de duas semanas em que o auxiliar César Sampaio comandou o time interinamente em três partidas.

A regularização de Cléber Xavier perante a CBF ocorre com o impasse com o antigo treinador, Pedro Caixinha, ainda em aberto e podendo resultar em uma disputa judicial.

Na noite da última terça, o estafe de Caixinha enviou uma notificação à CBF cobrando esclarecimentos sobre a publicação da rescisão com o Santos no BID.

Embora a rescisão tenha sido publicada no BID, Santos e Caixinha ainda não entraram em acordo para o pagamento da multa rescisória, de 2 milhões de euros (equivalentes a cerca de R$ 15 milhões).

O treinador e o estafe dele souberam da publicação no BID pela imprensa e se surpreenderam com a informação, pois não assinaram o distrato com o Peixe, que optou por uma rescisão unilateral.

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Para os representantes de Caixinha, o registro no BID sem a assinatura do treinador é uma violação ao regulamento nacional de registros e transferências da CBF. Por isso, eles pediram que a confederação explique por que houve a publicação no sistema mesmo sem a rescisão formalizada, conforme noticiado pelo O Globo e confirmado pelo ge.

Enquanto a diretoria santista propõe o parcelamento dos R$ 15 milhões em três anos, Caixinha quer receber a multa à vista. O estafe do português argumenta que o pagamento integral, em até dez dias após a demissão, ficou pactuado quando houve a contratação, em janeiro.

Os representantes de Caixinha esperam o pagamento da rescisão até esta sexta-feira, 2 de maio - a nova data estipulada por eles depois de uma negociação malsucedida. Caso contrário, ameaçam entrar na Justiça contra o Santos.

Do lado santista, a diretoria espera por uma resolução, mas baseada na concordância de um pagamento parcelado. Um dirigente declarou que não acredita em uma disputa judicial, fazendo uma ressalva: "Só se houver muita intransigência e radicalismo".

— Nem clubes árabes pagam rescisões à vista — complementou.


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