Ministério Público investiga fogo em 6.458 hectares no Pantanal

A área incendiada está localizado em Corumbá e ocorreu sem autorização de autoridade ambiental

Izabela Cavalcanti / Campo Grande News


Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga incêndio em fazenda no Pantanal. O fogo consumiu 6.458 hectares da Fazenda Anacã do Corixão II, em Corumbá. A suspeita é de que as chamas começaram por conta de uma queimada irregular, sem autorização ambiental. Em 2022, o governo estadual adotou a queima prescrita, com o objetivo de prevenir incêndios. O método, já utilizado pelo ICMBio em outros estados, consiste no mapeamento, via satélite, de áreas com grande acúmulo de matéria orgânica. Já a queima controlada, precisa ser solicitada por proprietários rurais e autorizada pelo Imasul. Das 80 mil propriedades rurais do estado, 3,5 mil estão localizadas no Pantanal.

O espaço incendiado está localizado na Fazenda Anacã do Corixão II, em Corumbá, sem autorização da autoridade ambiental competente.

A investigação foi publicada no Diário Oficial do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) desta segunda-feira (09).

No ano passado, o Governo do Estado adotou a queima prescrita e a controlada, como uma forma de prevenir incêndio na área rural.

A queima prescrita já é instrumento utilizado no ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade) em Mato Grosso e outros estados do Norte, sendo aplicada em parques e unidades de conservação no Cerrado e na Amazônia.

Neste caso, é o Estado quem mapeia, por meio de sistema de satélite, os locais onde há conjunto de resíduos de origem animal ou vegetal, que potencializa a ocorrência de queimadas. Na controlada, o pedido é feito pelas propriedades rurais, sendo avaliado e autorizado pelo governo estadual, por meio do Imasul (Instituto Estadual de Meio Ambiente).

Segundo a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), o Estado tem aproximadamente 80 mil propriedades rurais e, destas, 3,5 mil estão no Pantanal.

Ainda no ano passado, o presidente da federação, Marcelo Bertoni, informou que no bioma, há 140 propriedades identificadas que irão passar pela queimada prescrita.


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