Robinho Jr. pula etapas e ganha espaço no Santos com apoio de Neymar

Craque atua como tutor; do jovem atacante de 17 anos; novo camisa 7 recebeu elogios após estreia

GloboEsporte.com / José Edgar de Matos


Ainda adolescente, Robinho Jr. encara no dia a dia a pressão de carregar o nome do pai, ídolo do Santos e atualmente preso. Com apenas 17 anos, o jovem pulou etapas na Vila Belmiro e ganhou espaço na equipe profissional com Neymar atuando como um “tutor'.

Para o camisa 10, elenco e comissão técnica, Robinho Jr. ainda é o “Juninho', como se tornou conhecido nas categorias de base do Peixe e é tratado pelos companheiros neste início de carreira profissional.

Neymar, aliás, tornou-se o responsável por “Juninho' dentro do CT Rei Pelé.

São comuns as interações e as brincadeiras entre os dois, especialmente em desafios de habilidade divulgados pelo próprio clube nas redes sociais.

O craque santista, após ser “tutelado' pelo pai de Robinho Jr. durante a primeira passagem pelo clube, tem tomado a responsabilidade de guiar o novo camisa 7 santista. É Neymar quem dá conselhos e aproxima o jovem da rotina profissional.

– Estou aqui para ajudar. Ele é um menino de muito bom coração e torço demais por ele. Fiquei contente de vê-lo pequenininho e ele estrear ao meu lado. O tempo está passando, e rápido, e agora só depende dele. Futebol ele tem – disse Neymar na saída de campo da vitória contra o Flamengo.

– Juninho tem muito potencial. A semelhança com o pai é muito grande. Independente do que o pai dele está passando, ele tem a cabeça muito boa, muito forte. Não é fácil estar no lugar dele, não é fácil estrear dessa forma, com a pressão que leva o nome dele, que ele está – acrescentou.

Ascensão meteórica

Robinho Jr. passou a treinar com mais frequência no profissional durante o período de paralisação no calendário para a disputa da Copa do Mundo de Clubes.

Ao impressionar no dia a dia, o jovem ganhou atenção de Cleber Xavier, que o levou para o amistoso contra a Desportiva Ferroviária.

Em Cariacica, ele ganhou a camisa 7, a numeração que foi utilizada pelo pai, e se destacou ao dar uma assistência para o gol de Diego Pituca.

A resposta positiva fez Cleber Xavier apostar no adolescente para encarar o Flamengo, então líder do Brasileirão. A atuação no gramado da Vila Belmiro diante do rubro-negro renderá mais minutos para a promessa santista na sequência de jogos pelo Brasileirão.

– O Juninho, Robinho Jr., mostrou nos treinos o que ele mostrou no amistoso. Ele tem qualidade. Precisava de jogo pela direita e era a opção que tinha. Queria um cara de um para um, alguma coisa diferente, pois o jogo pedia. Precisávamos matar ou morrer. Sair com o gosto do 0 a 0 não seria bom para nós – analisou.

Internamente, porém, o Santos trata Robinho Jr. com cautela. O clube tem cuidado para evitar uma superexposição neste momento de transição para o profissional, aliviando a pressão natural sobre o filho do ídolo santista.

Clima de nostalgia

A expectativa pela estreia de Robinho Jr. no Brasileirão começou ainda no anúncio das escalações. Somente Neymar recebeu mais carinho por parte do torcedor antes de a bola rolar.

Ainda no início da segunda etapa, quando o placar ainda estava 0 a 0 e o Flamengo dominava a posse de bola, os santistas presentes pediram pela entrada do atacante.

Cleber Xavier atendeu e colocou o novo camisa 7 aos 19 do segundo tempo, na primeira parada para trocas do Peixe no confronto.

No fim, com a vitória, um dos coros cantados na Vila Belmiro teve um quê de nostalgia, mas prestigiando a nova promessa: “olê, lê, olá, lá, o Robinho vem aí e o bicho vai pegar'.

A expectativa por um "novo raio" nasce de novo pelos lados da Vila Belmiro.


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